quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Sandes Integral de Atum

 
A minha tia L. diz que praticamente não cozinha, porque não há motivação para cozinhar para 1 pessoa. Principalmente quando essa pessoa somos nós.
 
Quando o T. não vem almoçar a casa, como sempre qualquer coisa. "Qualquer coisa" significa que não vou cozinhar. Vou ver o que há pela cozinha e desenrasco-me.
 
A verdade é que a minha tia tem razão. Está provado cientificamente que comemos menos quando estamos sozinhos e é claro que é baixa a probabilidade de cozinharmos alta almoçarada se estivermos sozinhos. Comer tem muito de social.
 
Mas comer é um acto de sobrevivência, em primeiro lugar. E isso resolve-se com uma sandes de atum.

Ingredientes:
 
1 pão integral
2 folhas de alface
Algumas rodelas de cebola
1/2 lata de atum
1 triângulo de queijo fundido light (tipo "A vaca que ri")
 
Preparação:
 
1. Partir o pãozinho ao meio e tentar resistir a comer algum do miolo maravilhoso que cai em cima da toalha :);
2. Barrar ambas as faces do pão com o queijo fundido;
3. Colocar uma folha de alface sobre o queijo, por cima a cebola às rodelas, o atum desfeito, tapar com a outra folha de alface e está pronta a servir!

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Arroz de Pescada, Camarão e Delícias do Mar

 
Há 1 semana comecei a ter borbulhas e a sentir picadas e comichão pelo corpo. Andei 2 ou 3 dias à caça de uma pulga imaginária. Retrospectivei tudo o que comi a pensar no-que-raio-ingeri-eu-que-me-possa-ter-feito-mal. Sugestionei-me na internet, à procura do diagnóstico. Urticária. Urticária provocada pelo stress e falta de descanso - SIM!
 
Não. Tenho uma provável alergia à processionária. Aquela bichinha que faz algodão doce nos pinheiros e que sempre vi provocar borbulhas papudas ao meu pai, sempre que ele se enfiava pelo mato acima.
 
Sou mesmo uma florzinha. Mas pelo menos não tenho alergia ao marisco :)

Ingredientes:
 
Arroz
8 palitos de Surimi (Delícias do Mar)
Miolo de camarão
2 medalhões de pescada
4 c. de sopa de molho de tomate caseiro
1/4 de pimento vermelho
1 cebola pequena
3 dentes de alho
1 folha de louro
Mistura de pimentas e ervas aromáticas, sal e pimenta q.b.
Água
Azeite
Salsa para polvilhar
 
Preparação:
 
1. Preparar um refogado com azeite, cebola, alho e a folha de louro;
2. Acrescentar o pimento vermelho, partido em tirinhas;
3. Acrescentar o molho de tomate;
4. Acrescentar o arroz e envolver bem;
5. Adicionar água suficiente para cozer o arroz, de forma a ficar "malandrinho";
6. Partir os medalhões de pescada em quartos e adicionar ao tacho;
7. Quando o arroz estiver quase cozido, juntar os camarões;
8. Temperar de sal, pimenta e mistura de pimentas e ervas aromáticas;
9. Quando o arroz estiver cozido, adicionar as delícias do mar cortadas em cubinhos, envolver bem e desligar o lume;
10. Polvilhar com salsa picada e servir de imediato.

Creme de Abóbora (Sopa para bébé, vá)


A minha S. já começou a comer a sopa. Pronto. Daqui até começar a responder mal e começar a dizer que os amigos é que são fixes vão passar... 5 minutos.
 
O reflexo de sucção já começa a diminuir, mas ainda mama muito na colher. Aos poucos, come bem um fundinho de creme de legumes, mas depois começa a choramingar, não sei bem porquê.
 
Tenho 1 mês para a pôr a comer uma conchinha de sopa inteira. Tranquilo.
 
Ingredientes:
 
2 batatas pequenas
1 cebola pequena
6 cubos de abóbora
3 cenouras pequeninas
Água
Azeite
 
Preparação:
 
1. Escolher todos os legumes criteriosamente, dando preferência a cenouras do quintal da avó L. e a batatas, cebolas e abóbora do avô A.;
2. Lavar tudo muito bem;
3. Cortar os legumes em cubos;
4. Cobrir os legumes com água;
5. Deixar cozer pelo menos 15 a 20 minutos;
6. Desligar o lume e passar com a varinha mágica, de forma a obter um creme de legumes bem macio;
7. Colocar 1 fio de azeite (hoje esqueci-me!), mexer, deixar arrefecer um pouco e dar ao bébé (e boa sorte, já agora!).

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Quiche de Frango e Bacon

A S. faz 4 meses e meio e o pediatra deu indicação para começar a dar a primeira sopa. Dizem que é nestes meses de introdução de variedade alimentar que se definem os gostos futuros. Engraçado. Gostava de saber onde é que errámos com a C. para basicamente não gostar de comer nada além de sopa, queijo, mini-salsichas e guloseimas. Às vezes pergunto-me se a C., aos 5 meses, comia às escondidas gomas e rebuçados, logo a seguir à sopa passada que lhe dávamos.
 
O que é que esta quiche tem a ver com esquisitices alimentares? Pois bem, a quiche foi a entrada para o almoço de ontem, com o T. e o meu irmão R., um "esquisito" alimentar em recuperação. Parece, pelo menos.
 
Ingredientes:
 
Massa Folhada
Cerca de 10 azeitonas pretas
Bacon em cubos
Sobras de frango assado
6 fatias de chourição
Meia lata de milho doce
2 ovos
200 ml de natas ligeiras
Sal, pimenta, orégãos
Queijo mozarella ralado
 
Preparação:
 
1. Forrar uma tarteira com a massa folhada e picar o fundo da tarte com um garfo;
2. Bater os ovos inteiros com as natas, temperar com sal, pimenta e orégãos;
3. Deitar sobre a massa: as azeitonas descaroçadas cortadas em pedaços pequenos, o bacon em cubos, o chourição cortado em pedaços, o milho escorrido e o frango cortado em cubinhos;
4. Verter sobre os ingredientes anteriores a mistura de natas e ovos;
5. Cobrir com o queijo e levar ao forno pré-aquecido a 180º C até tostar.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Cogumelos com Bacon

Esta receita é inspirada nos cogumelos que comemos no "Maria Xica", num jantar pré-Feira de São Mateus, este Verão.
 
Os fungos são tão enigmáticos, para mim. Sempre que como cogumelos, penso na possibilidade de serem venenosos, lembro-me da história da Alice no País das Maravilhas e em bosques a preto e branco, com aqueles cogumelos vermelhos com bolinhas brancas a fazerem "pop-out".

Acho que preciso de voltar ao trabalho.

Ingredientes:
 
1 embalagem de cogumelos Portobello
1 embalagem de cubos de bacon
Azeite
Alho
Tomilho
Sal e Pimenta
 
Preparação:
 
1. Num wok, deitar o bacon e deixar libertar alguma da sua gordura (acrescentar um pouco de azeite se for necessário);
2. Laminar os cogumelos;
3. Quando o bacon estiver dourado, acrescentar os cogumelos e deixar saltear;
4. Deixar evaporar quase todo o líquido que os cogumelos libertarem;
5. Temperar com sal, pimenta e tomilho e servir como acompanhamento de carne.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Esparguete com Camarão, Cogumelos e Tomate

 
Estou a pensar instituir cá em casa um jantar por semana para comermos vegetariano. Para cortar com a carne e o peixe.
Para a C. é igual, já que é feliz com um pãozinho fofo e ovo estrelado.
 
Se for bem sucedido este dia temático, podemos pensar noutros jantares temáticos: o dia da Sandes, o dia das sobras, o dia da Francesinha e o dia Montebelo, que é o dia em que o T. nos leva às 3 a jantar ao Montebelo :)
 
O que tem vigorado quase semanalmente é o dia da massa, praticamente uma instituição gastronómica nesta casa. Não exclui ingredientes, não enjoa, é económico, rápido e delicioso.

Nota: Parabéns, tia L.! Sábado queremos bolo!

Ingredientes:
 
Meia embalagem de cogumelos brancos inteiros
1 pacote de miolo de camarão 80/100 congelado
1 tomate maduro
2 ou 3 dentes de alho
Azeite
1 malagueta seca
Sal, pimenta, manjericão e orégãos q.b.
Água
 
Preparação:
 
1. Cozer os camarões em água temperada com sal apenas até a água ferver; coar e reservar o marisco;
2. Numa frigideira, estalar os dentes de alho picados com o azeite;
3. Saltear ligeiramente os cogumelos (que devem ser laminados) no azeite e alhos;
4. Adicionar o tomate aos pedaços;
5. Deixar apurar o líquido que entretanto se formou e desfazer um pouco mais o tomate;
6. Juntar os camarões e temperar de sal e pimenta;
7. Juntar o esparguete, envolver bem e quando estiver bem misturado, desligar, polvilhar com orégão e manjericão e servir.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Comidas Bem Vividas #1 Cova Funda - O Espanhol (Coimbra)

Só ao pesquisar imagens sobre o Cova Funda, relembrei que este restaurante de Coimbra é também "O Espanhol". Nunca percebi bem a conjugação dos nomes: Cova Funda O Espanhol. Está bem.
 
Lembro-me que quase sempre lá comi grelhada mista e provei aquele que seria o pior vinho da minha vida. Na altura não sabia sequer que havia bom vinho.
 
As recordações são todas académicas. Lembro-me do B. da X. ter lá apanhado a maior carraspana de sempre. Lembro-me de um amigo mais velho do B. a cantar durante o jantar (como é que ele se chama, Pat?). Lembro-me de rirmos muito e de nos divertirmos bastante nestes jantares em que mal saboreávamos a comida. Aliás, acho que isso nem interessava. Basicamente, tinhamos de jantar para depois poder haver o resto.
 
Agora tenho a noção de que confundo todos os jantares em Coimbra, mas todas as memórias, em nome, vão dar ao Cova Funda. Ao Cova Funda, O Espanhol.

Nota: Parabéns, mano mais velho!